Paixão Nacional

sábado, 29 de maio de 2010

Postado por:Maria Raquel Silva


Eu nunca liguei muito para futebol.
Não por ser garota. Conheço muitas garotas que comprariam briga pelo seu time do coração.
Talvez por morar num estado onde três grandes times disputam a atenção dos torcedores.
Ou talvez porque meu pai nunca foi muito fanático. Nada de parar tudo o que está fazendo no domingo para ver um jogo. Nada de rojões. Nada de saber quem está em primeiro na tabela do Brasileirão. Ou mesmo quando estaria passando o campeonato. Nada de ir aos estádios e gritar histericamente quando um jogador faz gol.

Mas há uma data, a cada quatro anos, em que minha família não se importa com mais nada, apenas o futebol.
A Copa do Mundo.

Minhas lembranças de Copa são as melhores.
Em 98 nós, estudantes, saímos mais cedo da aula, enfeitamos nossas salas com bandeiras verde-amarelas e fizemos pipoca para tomar com Guaraná enquanto gritávamos com o juiz e ficávamos tristes com a vitória francesa.
Em 2002 acordamos mais cedo do que podíamos nos permitir. Substituímos a pipoca pelo filão e o Guaraná pelo Toddy. E vibramos com a glória do Penta.
Em 2006, com a pipoca e o Guaraná de volta, nos decepcionamos com a quase certeza do Hexa e com a volta antecipada do time.

Esse ano estarei novamente em frente ao meu televisor, com a pipoca e o Guaraná.
Mesmo que o país não consiga o Hexa. Mesmo que a seleção não seja igual à de 70. Mesmo que o jogo já esteja vendido.
Estarei vibrando pelo Brasil, juntamente com milhões de brasileiros.

Afinal, futebol, pipoca e Guaraná são paixões nacionais.

 

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